0 Em Cancún/ México

Mico da viagem nº 1: Cancún

Toda viagem que fizemos teve um mico, um acaso desagradável, algo fora da previsão que irritou, atrapalhou, cansou, enfim, algo que poderia ser descartado da memória, mas que, depois da raiva, vira motivo de risadas. 
Geralmente ocorre por inexperiência, inocência ou falta de pesquisa. Às vezes, é só o acaso nos pregando uma peça.
Esta viagem teve dois micos (a parada do policial em Mérida, embora bem incômoda, não gerou prejuízo na viagem, então não foi assim considerada) – Cancún e Pesca em Playa del Carmen.
Cancún certamente é um dos destinos mais famosos do mundo, a maioria das capas de revistas que tratam do México estampam o título “Cancún”, os guias e portfólios de viagem parecem só conhecer este balneário! Por pura preguiça, quando perguntavam para onde iríamos, me vi dizendo: -Cancún. Então, natural que Cancún estivesse na programação da viagem, mas apenas por um dia. 
Pegamos uma van, logo no início da 5ª Avenida de Playa Del Carmen, super fácil de encontrar, elas partem quase de 30 em 30 minutos e deixam no centro de Cancún. 
A parte mais habitada da cidade é cheia de casas comerciais e que em nada se parece com as fotos que vemos nas revistas. As praias estão no decorrer do Boulevard Kukulcán, devidamente afastado da cidade pela enorme lagoa Nichupté. 
Pegamos um táxi na rodoviária que nos deixou no Shopping La Isla, o mais novo e cheio de grifes. 
(a foto é do site oficial, mas é assim mesmo!)
Ok, caímos na armadilha do turista que acha que Cancún é Miami, não é! Na verdade, exceto pelas lojas de free shopping que também estão em Playa, achamos as coisas do mesmo preço de Salvador. Os descontos estão nos outlets e definitivamente, não iríamos a um outlet. 
O shopping La Isla é cheio de canais e, para um shopping, é até bonito. Vimos que há muitas atrações para crianças.

 

No fundo do Shopping está a área de alimentação em frente à Lagoa Nichupté, onde há a possibilidade de se realizar vários esportes aquáticos.


Com uma enorme marguerita frozen em um copo de isopor, seguimos para a praia. Na primeira viela, entre os enormes resorts, que dava no mar, adentramos. Realmente a cor do mar é linda e a areia é bem fria, de silicato, muito macia e sempre agradável de se pisar, mesmo com o sol forte. 


Fomos seguindo a orla, vendo os muitos turistas desmaiados nas espreguiçadeiras dos Resorts.


Até perceber que: não há saídas. 
O que quero dizer? Os Resorts fecham a passagem para a praia, muro a muro, e não conseguimos saída até 3,5 km de caminhada pela areia, em alguns momentos por pedras e barrancos. Uma verdadeira aventura.


Estas fotos foram tiradas durante a travessia. Não havia uma barraca de bebidas, um ambulante, um restaurante com vista para o mar, só Resorts e pássaros marinhos.


Chegamos a uma área só de mansões, também todas coladas uma nas outras. Muitas com piers de barcos, que deixavam bem claro a pobreza dos moradores da área (a propósito, ao fundo, são dois iates e, ao lado dois jet skis enormes).


Quando conseguimos sair, já estávamos na praia Tortugas, cheios de areia, molhados, queimados, cansados… Voltamos desesperadamente para Playa, onde encontramos a paz.  

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